Mundando um pouco de assunto…
Estava navegando no blog da Mawá, e vi o link para esse ensaio fotográfico INCRÍVEL!!!
Vale a pena dar uma olhada!!

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O que acontece quando um colecionador grego se junta com o artista Jeff Koons?
Quem esteve no mar Egeu no último verão europeu com certeza não entendeu nada ao vislumblar a imagem colorida do novo barco de Dakis Joannou, o Guilty. O magnata grego convidou o artista e amigo Jeff Koons para pintar o exterior do seu iate. Koons e a designer do barco, Ivana Portifiri, abandonaram a arquitetura náutica tradicional e fizeram algo que seu cliente costuma chamar de “um objeto totalmente mágico”.
O pedido de Dakis aos seus artistas era simples: gostaria que eles começassem o iate do zero mas não queria um megaiate e sim um upgrade ousado e surpreendente como a arte moderna que é sua paixão.
Koons, que aceitou o desafio com grande entusiasmo, soube imediatamente o que queria fazer. “Achei que seria ótimo usar camuflagem, mas não do tipo tradicional. Havia uma camuflagem usada na Primeira Guerra mundial, chamada razzle dazzle, que não tenta esconder, e sim confundir, de modo que você não sabe exatamente o que está vendo”. Por incrível coincidência, Ivana havia tido a mesma idéia de Koons e estava prestes a sugeri-la.
Jeff e Ivana inovaram juntos no interior e exterior. O iate tem três decks. O do meio, nada usual e o principal, é um cômodo comprido, branco, sem divisões e com fechamentos de vidro dos dois lados. Tem piso de Corian branco sem emendas onde fica a escultura redonda de espelho facetado de Anish Kapoor, uma enorme TV que exibe vídeos provocativos da artista sueca Nathalie Djurberg.
A arte do Guilty foi cuidadosamente selecionada pela curadora Cecilia Alemani e aposta em trabalhos eletrônicos e em obras de artistas jovens de vários países. No nível superior do barco fica a área privativa que contém: um grande dormitório, um escritório e dois decks. A escada que liga o deck principal ao andar superior tem uma enorme clarabóia feita de vidro dicróico. Há mais quatro dormitórios do deck inferior que podem acomodar sete hóspedes.
Lembrando a arte cubista, o Guilty de 118 pés é uma homenagem assumida de Koons a Roy Lichtenstein. Outra homenagem é ao cantor de punk-rock Iggy Pop, que aparece no topo do barco.
O satisfeito Dakis diz do trabalho finalizado ” Está tudo completamente integrado: arte, design, arquitetura e luz-tudo é uma coisa só”.

Cabine principal com letreiro Feeling (2007), obra de Martin Creed
Jeff Koons pintou a famosa imagem de Iggy Pop
Deck princial com escultura de espelho redonda de Anish Kapoor e sofá Boa dos irmãos Campana
Mesa espelhada dos irmãos Campana e cadeiras de Karim Rashid
Por Debora
“Você foi um bom aluno”, brincou o arquiteto Frank Gehry, em referência a Aaron Betsky, ex-colaborador de seu escritório e curador da Bienal, ao receber o Leão de Ouro especial por sua carreira.
Gehry, 79, foi aplaudido de pé por dois minutos ao receber a estatueta. “Estou muito orgulhoso por esse prêmio. Veneza é muito importante para mim desde a primeira vez que expus por aqui, 30 anos atrás”, disse o sorridente arquiteto, nascido no Canadá e naturalizado americano, autor de projetos grandiosos como o museu Guggenheim Bilbao, na Espanha, e o Walt Disney Concert Hall, nos Estados Unidos.
No Arsenale, Betsky escolheu “Ungapatchket”, maquete de madeira e argila de grandes proporções de projeto idealizado para Moscou e nunca feito. A grande estrutura repete, na visão do curador, o quanto a arquitetura de Gehry “existe antes, durante e depois das construções”.
A iraquiana radicada no Reino Unido Zaha Hadid foi outra das atrações com “Lotus”, experimento que conjuga casa e mobília, com formas que se espalham pelo ambiente, bastante característico do estilo desconstrutivista de Hadid.
O Leão de Ouro dado ao norte-americano Greg Lynn por seu projeto “Recycled Toy Furniture”, série de móveis domésticos feitos a partir de plástico de brinquedos, foi surpreendente, mas coerente com a proposta da curadoria.
Os pavilhões polonês e chileno ficaram com o Leão de Ouro e o de Prata, respectivamente. A proposta da Polônia é explorar o ciclo de vida de prédios, em especial em países periféricos. Já o pavilhão do Chile apresentou “Eu Estava Lá”, projeto de dez arquitetos, com ligações com o universo da arquitetura popular.
O prêmio especial para o crítico norte-americano James Ackerman, 89, foi bastante saudado. Ele é um especialista em Andrea Palladio (1508-1580), o mais importante arquiteto que atuou em Veneza.”
Fonte: Folha de São Paulo
Por Debora
Ara Starck, filha do designer Philippe Starck, tem aparecido em noticias de jornais e revistas de Londres, Paris e NY, locais onde ela já morou – nada demais se comparado as 20 casas montadas exatamente iguais de seu pai. Porém, em 2007, ela ficou somente em Paris, mais especificamente dentro do hotel Le Meurice.
Isso porque durante o ano passado, seu pai cuidou da redecoração do hotel, e Ara foi responsável pela impactante pintura no teto do restaurante Le Dalí (3 estrelas Michelin). O megapainel de 150m² consumiu 1 ano de trabalho dela, e foi a primeira parceria de trabalho com seu pai.
Para não dizer nepotismo, Ara encaminhou seu esboço ao pai anonimamente, e Starck gostou sem saber quem tinha feito!
Ela, que estudou arte e design na Saint Martin’s em Londres, durante os meses que trabalhou no Le Meurice era constantemente vista pelas dependências do Hotel usando um par de asas de anjo e “tutus”, as saias coloridas de voile usado pelas bailarinas…
